Inutilidade Agnóstica
Apesar de tudo…

… ele voltou, ele jurou que não voltaria, mas voltou, e lá estava ele, vazio em seu cemitério de lembranças, onde enterrou o imperfeito e plantou o agradavel, as árvores de alegria lá cresciam, as memórias agradaveis, as sinceras e puras brotavam, cada metro daquele lugar tinha uma historia, uma semente que virou uma árvore, porque era apenas isso que ele fazia por lá, é apenas isso que fazemos, plantamos sementes de acontecimentos, para que seus frutos não nos deixem esquecer deles, mas voltando a ele, lá estava ele, vagando, deixando suas sementes de saudades, saudades de sua casa, sua familia, a de verdade. Não a “de verdade”, seus irmãos e pais estavam com ele, mas aquela casa, aquela familia, aquela pessoa que o deixava feliz, a unica que conseguia, aquele lugar em que todos o acolhiam, que não lhe cobravam um comportamento adequado ou uma postura educada, aquele que eles o aceitavam e o queriam por perto, mas foda-se o lugar, a casa, não é uma casa que faz uma familia, a famila faz uma casa, e querem saber quem era a famila dele? Uma familia não é um pai e mãe com filhos, não, isso é uma árvore genealógica, uma familia é um grupo de pessoas que, como um cofre, guardam sua felicidade. Mas enfim, a famila dele não tinha pai nem mãe, na verdade, na familia dele, eram apenas ele e ela, e mais nada, nada era necessario, nada o fazia feliz, e sem ela, aquele santuário de recordações era apenas um pedaço de terra, sem ela, nada era nada, tudo era nada, sem ela, não tem graça.

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